
A maioria das histórias de seus livros infantis se passavam no Sítio do Picapau Amarelo, um sítio no interior do Brasil, tendo como uma das personagens a senhora dona da fazenda Dona Benta, seus netos Narizinho e Pedrinho e a empregada Tia Nastácia. Esses personagens foram complementados por entidades criadas ou animadas pela imaginação das crianças na história: a boneca irreverente Emília e o aristocrático boneco de sabugo de milho Visconde de Sabugosa, a vaca Mocha, o burro Conselheiro, o porco Rabicó e o rinoceronte Quindim.
No entanto, as aventuras na maioria se passam em outros lugares: ou num mundo de fantasia inventados pelas crianças, ou em histórias contadas por Dona Benta no começo da noite. Esses três universos são interligados para a histórias e lendas contadas pela avó naturalmente se tornarem cenário para o faz-de-conta, incrementado pelo dia-a-dia dos acontecimentos no sítio.
Coleção Sítio do Picapau Amarelo
1921 - O Saci
1922 - Fábulas
1927 - As aventuras de Hans Staden
1930 - Peter Pan
1931 - Reinações de Narizinho
1932 - Viagem ao céu
1933 - Caçadas de Pedrinho
1933 - História do mundo para as crianças
1934 - Emília no país da gramática
1935 - Aritmética da Emília
1935 - Geografia de Dona Benta
1935 - História das invenções
1936 - Dom Quixote das crianças
1936 - Memórias da Emília
1937 - Serões de Dona Benta
1937 - O poço do Visconde
1937 - Histórias de Tia Nastácia
1939 - O Picapau Amarelo
1939 - O minotauro
1941 - A reforma da natureza
1942 - A chave do tamanho
1944 - Os doze trabalhos de Hércules (dois volumes)
1947 - Histórias diversas
Outros livros infantis
Alguns foram incluídos, posteriormente, nos livros da série O Sítio do Picapau Amarelo. Os primeiros foram compilados no volume Reinações de Narizinho, de 1931, em catálogo apenas como tal até os dias atuais.
1920 - A menina do narizinho arrebitado
1921 - Fábulas de Narizinho
1921 - Narizinho arrebitado (incluído em Reinações de Narizinho)
1922 - O marquês de Rabicó (incluído em Reinações de Narizinho)
1924 - A caçada da onça
1924 - Jeca Tatuzinho
1924 - O noivado de Narizinho (incluído em Reinações de Narizinho, com o nome de O casamento de Narizinho)
1928 - Aventuras do príncipe (incluído em Reinações de Narizinho)
1928 - O Gato Félix (incluído em Reinações de Narizinho)
1928 - A cara de coruja (incluído em Reinações de Narizinho)
1929 - O irmão de Pinóquio (incluído em Reinações de Narizinho)
1929 - O circo de escavalinho (incluído em "Reinações de Narizinho, com o nome O circo de cavalinhos)
1930 - A pena de papagaio (incluído em Reinações de Narizinho)
1931 - O pó de pirlimpimpim (incluído em Reinações de Narizinho)
1933 - Novas reinações de Narizinho
1938 - O museu da Emília (peça de teatro, incluída no livro Histórias diversas)
INFLUÊNCIAS
Lobato ostensivamente revelava, em seus livros, as influências que recebeu diretamente dos autores de obras infantis, desde os fabulistas clássicos, como Esopo e La Fontaine, aos personagens dos desenhos animados que então surgiam nas telas do cinema, como Popeye e sua trupe, o Gato Félix e outros.
As crianças do Sítio visitavam e eram visitados por todas personagens do imaginário literário, e Peter Pan convivia ao lado de figuras folclóricas, como o Saci, tudo isto permeado pela forte presença de uma característica então comum no meio rural: a tradição oral de "contar histórias" - e quase sempre é assim que Tia Nastácia e Dona Benta introduzem aos leitores, os novos assuntos que dão mote aos livros do autor.
Dentre os clássico explicitamente citados por Lobato, encontram-se Lewis Carroll, Carlo Collodi (criador do Pinóquio) e J. M. Barrie, além de outros que, presume-se, tenham-no influenciado diretamente, dada as semelhanças, como L. Frank Baum (de O Mágico de Oz) e Wilhelm Busch.
O Sítio na televisão
Os livros infantis de Monteiro Lobato foram transformados em cinco séries de televisão de bastante sucesso, a primeira na TV Tupi, e que foi exibida de 3 de junho de 1952 a 1962; a segunda, na TV Cultura em 1964; a terceira na Rede Bandeirantes, em 12 de dezembro de 1967; a quarta na Rede Globo, de 7 de março de 1977 a 31 de janeiro de 1986; e a quinta, também na Rede Globo, desde 12 de outubro de 2001 até os dias atuais, a série chamada Sítio do Picapau Amarelo.
Ambas as séries da Globo misturam histórias originais de Monteiro Lobato com textos inspirados em temas atuais.

José Bento Renato Monteiro Lobato (Taubaté, 18 de abril de 1882 — São Paulo, 4 de julho de 1948) foi um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX. Foi o "precursor" da literatura infantil brasileira e ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo, bem como divertido, de sua obra de livros infantis, o que seria aproximadamente metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de inúmeros e deliciosos contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, prefácios, um livro sobre a importância do petróleo e do ferro e um único romance, O Presidente Negro, que não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças.
"Lobato nunca fez literatura por literatura. Poucos escritores botaram tanta intenção, tanto sofrimento, tanta preocupação, tão sério amor, nos seus livros e nos seus artigos, como o fez ele, em sua literatura combativa e tantas vezes combatida"
Orígenes Lessa
Monteiro Lobato era um
homem movido a paixões:
paixão pelas crianças,
paixão pelo Brasil,
paixão pela comunicação.
Mais da metade de seus livros Monteiro Lobato escreveu para o público infanto juvenil, com a intenção de ajudar na formação intelectual e moral da nossa juventude. Há pelo menos três gerações de brasileiros que se desenvolveram sob a influência de suas obras e de seu pensamento.
A outra parte de sua obra é basicamente política, como política era também sua militância intensa como jornalista e editor. Era política porque mostrava sua grande preocupação com a situação de nosso povo e seu engajamento nas lutas por mudanças na sociedade brasileira. Consequência dessa luta sofreu as agruras das prisões e da perseguição.
Toda sua vida e seu trabalho estiveram dedicados à luta pela preservação dos valores culturais e das riquezas naturais da Nação. Foi pioneiro na luta pela preservação de nossas florestas, de nossos índios e de nossos bichos.
Monteiro Lobato não podia viver sem estar se comunicando com as pessoas, principalmente com as crianças. Sua obras incitam ao diálogo e à busca de parceiros para as brincadeiras. Quando escrevia em jornais, fazia questionários e pedia a opinião de seus leitores.
Se Lobato estivesse vivo seria um grande interneteiro. Estaria aproveitando ao máximo a interatividade, a possibilidade de diálogo, a capacidade de reunir gente oferecida pela rede mundial.
Obra completa de Monteiro Lobato publicada pela Editora Brasiliense na segunda metade dos anos quarenta.
Literatura Geral
v. 1 – Urupês
v. 2 – Cidades mortas
v. 3 – Negrinha
v. 4 – Idéias de Jeca Tatu
v. 5 – A onda verde e O presidente negro
v. 6 – Na antevéspera
v. 7 – O escândalo do petróleo e Ferro
v. 8 – Mr. Slang e o Brasil e Problema vital
v. 9 – América
v. 10 – Mundo da lua e Miscelânea
v. 11 – A barca de Gleyre (1º tomo)
v. 12 – A barca de Gleyre (2º tomo)
v. 13 – Prefácios e entrevistas
Lançamentos posteriores da obra adulta pela Editora Brasiliense
v. 14 – Literatura do Minarete
v. 15 – Conferências, artigos e crônicas
v. 16 – Cartas escolhidas (1º tomo)
v. 17 – Cartas escolhidas (2º tomo)
v. 18 – Críticas e outras notas
v. s/n - Cartas de amor
Outros títulos de Monteiro Lobato
O Saci-Pererê: resultado de um inquérito (sem indicação de autor). São Paulo, Seção de Obras de O Estado de S. Paulo, 1918.
A menina do narizinho arrebitado. (1920) Edição fac-similar. São Paulo, Metal Leve, 1982.
La nueva Argentina (sob pseudônimo de Miguel P. Garcia). Buenos Aires, Editorial Acteon, 1947.
Zé Brasil. s.l., Ed. Vitória, 1947; Calvino Filho, ilustrado por Portinari, 1948.
Georgismo e comunismo – O imposto único. São Paulo, Brasiliense, 1948.

Barão de Mauá (1813 - 1889)

Irineu Evangelista de Souza - Notável empresário, industrial, banqueiro, político e diplomata brasileiro nascido em Arroio Grande, município de Jaguarão, RS, um símbolo dos capitalistas empreendedores brasileiros do século XIX. Órfão de pai, viajou para o Rio de Janeiro, RJ, em companhia de um tio, capitão da marinha mercante e, aos 11 anos, empregou-se como balconista de uma loja de tecidos. Passando a trabalhar na firma importadora de Ricardo Carruthers (1830), este lhe ensinou inglês, contabilidade e a arte de comerciar. Aos 23 anos tornou-se gerente e logo depois sócio da firma. A viagem que fez à Inglaterra em busca de recursos (1840), convenceu-o de que o Brasil deveria caminhar para a industrialização. Iniciando sozinho a frente do ousado empreendimento de construir os estaleiros da Companhia Ponta da Areia, fundou a indústria naval brasileira (1846), em Niterói, RJ, e, em um ano, já tinha a maior indústria do país, empregando mais de mil operários e produzindo navios, caldeiras para máquinas a vapor, engenhos de açúcar, guindastes, prensas, armas e tubos para encanamentos de água. Da Ponta da Areia saíram os navios e canhões para as lutas contra Oribe, Rosas e López. A partir de então, dividiu-se entre as atividades de industrial e banqueiro. Foi pioneiro no campo dos serviços públicos: fundou uma companhia de gás para a iluminação pública do Rio de Janeiro (1851), organizou as companhias de navegação a vapor no Rio Grande do Sul e no Amazonas (1852), implantou a primeira estrada de ferro, da Raiz da Serra à cidade de Petrópolis RJ (1854), inaugurou o trecho inicial da União e Indústria, primeira rodovia pavimentada do país, entre Petrópolis e Juiz de Fora (1854), realizou o assentamento do cabo submarino (1874) e muitas outras iniciativas. Em sociedade com capitalistas ingleses e cafeicultores paulistas, participou da construção da Recife and São Francisco Railway Company, da ferrovia dom Pedro II (atual Central do Brasil) e da São Paulo Railway (hoje Santos-Jundiaí). Iniciou a construção do canal do mangue no Rio de Janeiro e foi o responsável pela instalação dos primeiros cabos telegráficos submarinos, ligando o Brasil à Europa. No final da década de 1850, o visconde fundou o Banco Mauá, MacGregor & Cia, com filiais em várias capitais brasileiras e em Londres, Nova Iorque, Buenos Aires e Montevidéu. Liberal, abolicionista e contrário à Guerra do Paraguai, forneceu os recursos financeiros necessários à defesa de Montevidéu quando o governo imperial decidiu intervir nas questões do Prata (1850) e, assim, tornou-se persona non grata no Império. Suas fábricas passaram a ser alvo de sabotagens criminosas e seus negócios foram abalados pela legislação que sobretaxava as importações. Foi deputado pelo Rio Grande do Sul em diversas legislaturas, mas renunciou ao mandato (1873) para cuidar de seus negócios, ameaçados desde a crise bancária (1864). Com a falência do Banco Mauá (1875) o visconde viu-se obrigado a vender a maioria de suas empresas a capitalistas estrangeiros. Doente, minado pelo diabetes, só descansou depois de pagar todas as dívidas, encerrando com nobreza, embora sem patrimônio, a Biografia de sse grande empreendedor. Ao longo da vida recebeu os títulos de barão (1854) e visconde com grandeza (1874) de Mauá.
Baden Powell
Em 22 de fevereiro de 1857 nascia em Londres, capital da Inglaterra o menino Robert Stephenson Smith Baden Powell, sexto filho de um eclesiático, professor em Oxford. Mais tarde seria conhecido no mundo inteiro como o Fundador do Escotismo.
Seu pai veio a falecer quando o menino Robert tinha 3 anos de idade, deixando sua mãe e seus sete filhos. Robert fez seus estudos em uma escola pública chamada Charterhouse em Londres, onde era muito popular e querido por todos, colegas e professores. Nas férias ele sempre aproveitava para acampar com seus irmãos mais velhos. Desde sua infância era grande seu amor pela aventura e pela natureza.
Em 1876, quando terminou seus estudos secundários, Baden Powell ingressou no exército. Como oficial de carreira viajou muito, conhecendo grande parte do mundo. Durante suas viagens, conheceu tribos de guerreiros da áfrica, os vaqueiros Americanos e conviveu com os índios da América e do Canadá. Por seus grandes feitos e suas habilidades lhe chamavam de "Impisa" que significava "lobo que nunca dorme".
Durante a Guerra do Transval em 1899, Baden Powell comandou a guarnição de Mafeking, importante entroncamento ferroviário, cuja posse era de grande valor estratégico. A cidade foi durante meses vítima de ataques de forças inimigas muito superiores, e só se manteve graças à inteligência e coragem de seu comandante, cujas atitudes inspiravam a atuação de seus comandados.
Como dispunham de poucos soldados, B.P. treinou todos os homens válidos da cidade para usa-los como combatentes e para os serviços auxiliares; primeiros socorros, comunicação, cozinha, etc, organizou um corpo de cadetes com adolescentes na cidade. A maneira como os jovens desempenharam suas tarefas, seus exemplos de educação, lealdade, coragem e responsabilidade, causaram grande impressão em B.P. e anos mais tarde aquele acontecimento teria grande influência na criação do Escotismo.
Baden Powell promovido ao posto de Major-General, tornou-se muito popular nos olhos de seus compatriotas e lançou seu livro que escrito para militares "Aids to Scouting" (Subsídios para Reconhecimento). Seu sucesso não só para o público militar, mas também para o público jovem incentivou Baden Powell a reescrever uma versão chamada especialmente para rapazes.
Em 1907 foi com um grupo de 20 repazes para a Ilha de Brownsea, para realizar o primeiro acampamento escoteiro. No próximo ano escreveu em seis fascículos quinzenais o seu manual de adestramento, o "Escotismo para Rapazes". Assim, em 1910 B.P. compreendeu que o Escotismo seria a obra que dedicaria sua vida, afastando-se do exercito e dedicando-se apenas ao Movimento Escoteiro.
Depois de vários anos de dedicação ao escotismo, viajando pelo mundo e fundando associações escoteiras em vários países, Baden Powell sentiu suas forças declinarem. Retirou-se então para uma pequena propriedade que possuía próximo à cidade de Naiobi, na áfrica. Ali, na companhia de sua esposa dividia seu tempo entre a pintura, suas numerosas correspondências e as visitas de seus amigos. Faleceu na madrugada de 08 de janeiro de 1941 enquanto dormia.
a
"Se queremos que nossos rapazes sejam felizes na vida, devemos fazer com que eles assimilem o costume de praticar o bem ao próximo, além de ensinar-lhes a apreciar as coisas da natureza."

Inventos cinematográficos
Thomas Edison teve um papel determinante no surto da indústria do cinema. São estes os aparelhos que inventou ou lançou no mercado :
Cinetógrafo (Kinetograph) : máquina de filmar
Cinescópio ou Cinetoscópio (Kinetoscope) : caixa com imagens filmadas vistas no seu interior
Cinefone (Kinetophone) : versão do cinescópio com som síncrono gerado por um fonógrafo
Vitascópio (Vitascope) : projector de filmes em tela
Filmes de Thomas Edison
Mudos

Thomas Edison inspecionando um carro elétrico em 1913.
Thomas Edison usando o Telefone.
1895 : The Execution of Mary Stuart
1896 : Fatima's Coochee-Coochee Dance
1896 : Blackton Sketches, No. 3
1896 : Blackton Sketches, No. 2
1897 : Butterfly Dance
1898 : The Passion Play of Oberammergau
1903 : Electrocuting an Elephant
1904 : Parsifal
1911 : Lucia di Lammermoor
Sonoros
1913 : Nursery Favorites
1913 : A Minstrel Show
1913 : The Irish Policeman
1913 : Her Redemption
1913 : Julius Caesar
1914 : The Patchwork Girl of Oz

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Edison / http://www.unificado.com.br/calendario/10/thomas_edison.htm

Aqui deixamos a nossa homenagem ao gênio Thomas Edison.

Em 1878, com 31 anos, propôs a si mesmo o desafio de obter luz a partir da energia elétrica. Outros pesquisadores já haviam tentado construir lâmpadas elétricas. Nernst e Swan, por exemplo, haviam obtido alguns resultados, mas seus dispositivos tinham vida bastante curta.
Edison tentou inicialmente utilizar filamentos metálicos. Foram necessários enormes investimentos e milhares de tentativas para descobrir o filamento ideal: um fio de algodão parcialmente carbonizado. Instalado num bulbo de vidro com vácuo, aquecia-se com a passagem da corrente elétrica até ficar incandescente, sem porém derreter, sublimar ou queimar. Em 1879, uma lâmpada assim construída brilhou por 48 horas contínuas e, nas comemorações do final de ano, uma rua inteira, próxima ao laboratório, foi iluminada para demonstração pública.
Edison ainda aperfeiçoou o telefone (com o microfone a carvão empregado até hoje), o fonógrafo, e muitas outras invenções. Em conjunto, essas realizações modificaram os hábitos de vida em todo o mundo e consagraram definitivamente a tecnologia. Thomas Alva Edison morreu a 18 de outubro de 1931.
Inventos
O fonógrafo de Edison

Em 1868 patenteia seu primeiro invento, um contador automático de votos. Dois anos depois, funda uma empresa em Newark, Nova Jersey. Inventa um equipamento electromecânico que transmite telegraficamente as cotações da bolsa de valores. Enriquece com a comercialização do aparelho e inventa outros dispositivos sem aplicações comerciais. Cria um aparelho que facilita as transmissões em código morse: uma pena elétrica que simplifica a duplicação em mimeógrafo. O microfone de carvão, outro invento, torna possível as transmissões telefônicas.
Muda-se para Menlo Park, Nova Jersey. Diversifica suas pesquisas, abordando as mais diversas tecnologias. Aplica-se na investigação em telefonia, aperfeiçoa o fonógrafo, cria a primeira lâmpada incandescente com filamento de carvão. Trabalha já com uma grande equipe de profissionais, constrói o primeiro dínamo de alta potência. Patenteia muitas invenções, como o gerador de alto vácuo para a fabricação de lâmpadas, o contador de electricidade, o regulador de corrente para máquinas de soldar elétricas.
Em outubro de 1879 a Edison Eletric Light Company é já uma potência económica dominando a época da electricidade nos Estados Unidos. Patenteia a lâmpada incandescente de filamento fino de carvão a alto vácuo. O produto, devido à nova tecnologia, permite aumento substancial da vida útil do produto. Em 1883, após ter descoberto o efeito Édison, regista o primeiro dispositivo termiónico, um díodo termiônico ou válvula de Edison, precursora da válvula de rádio, ou válvula termiônica.
A Edison General Eletric é fundada em 1888. Será um dos maiores conglomerados industriais do planeta. Fabrica todos os tipos de dispositivos elétricos, como geradores, motores, gigantescas válvulas solenóides. A empresa transforma-se num dos maiores fabricantes multinacionais.
Durante a Primeira Guerra Mundial, a General Eletric entra no campo de metalurgia naval, produzindo gigantescas máquinas e novos equipamentos para os navios construídos em diversos estaleiros americanos. A GE entra no ramo da indústria química, aperfeiçoando os métodos de fabrico de novos produtos e substâncias.
Edison é considerado um dos inventores mais prolíficos do seu tempo, registando 1093 patentes em seu nome. A maioria desses inventos não é completamente original, mas as patentes compradas por Edison são melhoradas e desenvolvidas pelos seus numerosos empregados. Edison tem sido criticado por não compartilhar os seus créditos.
Muitos afirmam que a maioria das invenções creditadas a Edison são da autoria de outros. Um caso famoso que ilustra esta opinião é o de Nikola Tesla, que trabalhou com Edison e não teria sido pago por algumas de suas aplicações, aprimoramentos e descobertas.
Sendo ateu, por vezes dava respostas irônicas aos jornalistas, como quando lhe perguntaram se acreditava em comunicação com espíritos: "Não, não acredito. Mas se eu fosse um espírito, encontraria uma maneira mais inteligente e menos precária de me comunicar com os homens."
Durante cinco anos trabalhou por toda a parte. Aproveitou um emprego que tinha, à noite, para se entreter com as suas engenhocas. Para evitar surpresas (às vezes mete-se a dormir), inventa um sistema elétrico que envia de hora a hora um sinal aos vigilantes. Inventa também uma ratoeira elétrica para caçar os ratos no quarto da pensão.bem na hora em que morreu
Edison registrou seu primeiro invento - uma máquina de votar, pela qual ninguém se interessou - quando tinha 21 anos. Muda-se para Nova Iorque em 1869 para se estabelecer como inventor independente. Chega esfomeado e sem dinheiro. Dois anos mais tarde, inventou um indicador automático de cotações da bolsa de valores. Vendeu-o por 40 mil dólares e ainda assinou um contrato com a Western Union, situação que lhe permitiu estabelecer-se por conta própria em Newark, subúrbio de Nova York.
No Natal de 1871, casou-se com uma jovem de 16 anos, Mary Stilwell, uma de suas empregadas, que era perfuradora de fitas telegráficas. Ele a pediu em casamento batendo uma moeda em código morse. Diz-se que, terminada a cerimônia, o noivo esqueceu as núpcias, enfiou-se na oficina e de lá só voltaria de madrugada. Mary morreria doze anos depois, de febre tifóide. Edison se casaria mais uma vez, com Nina Miller. Nos dois casamentos, teve seis filhos, três de cada um.
Em 1876, já famoso, a grandeza de seus recursos e a amplitude de suas atividades motivaram a construção de um verdadeiro centro de pesquisas em Menlo Park. Era quase uma cidade industrial, com oficinas, laboratórios, assistentes e técnicos capacitados. Nessa época, Edison chegou a propor-se a meta de produzir uma nova invenção a cada dez dias. Não chegou a tanto, mas é verdade que, num certo período de quatro anos, conseguiu patentear 300 novos inventos, o que eqüivale praticamente a uma criação a cada cinco dias.
Em 1877 inventou o fonógrafo. O aparelho consistia em um cilindro coberto com papel de alumínio. Uma ponta aguda era pressionada contra o cilindro. Conectados à ponta, ficavam um diafragma (um disco fino em um receptor onde as vibrações eram convertidas de sinais eletrônicos para sinais acústicos e vice-versa) e um grande bocal. O cilindro era girado manualmente conforme o operador ia falando no bocal (ou chifre). A voz fazia o diafragma vibrar. Conforme isso acontecia, a ponta aguda cortava uma linha no papel de alumínio. Quando a gravação estava completa, a ponta era substituída por uma agulha; a máquina desta vez produzia as palavras quando o cilindro era girado mais uma vez. Thomas Edison trabalhou nesse projeto em seu laboratório enquanto recitava a conhecida canção infantil "Maria tinha um carneirinho" (Mary had a little lamb), e reproduzia-a.

Th
omas Edison
Thomas Alva Edison (Milan, 11 de Fevereiro de 1847 — West Orange, 18 de Outubro de 1931) foi um inventor e empresário dos Estados Unidos que desenvolveu muitos dispositivos importantes de grande interesse industrial. O Feiticeiro de Menlo Park (The Wizard of Menlo Park), como era conhecido, foi um dos primeiros inventores a aplicar os princípios da produção maciça ao processo da invenção.
Entre as suas contribuições mais universais para o desenvolvimento tecnológico e científico encontra-se a lâmpada elétrica incandescente, o gramofone, o cinescópio ou cinetoscópio, o ditafone e o microfone de grânulos de carvão para o telefone. Edison é um dos precursores da revolução tecnológica do século XX. Teve papel determinante na indústria do cinema.
Muitos o consideram o maior inventor de todos os tempos. O seu QI seria estimado em cerca de 240. A ele são atribuídas mais de 1300 patentes, ainda que nem todas sejam de invenções de sua própria autoria.
Biografia
Thomas Alva Edison nasceu numa família da classe média, a 11 de fevereiro de 1847,em Milan Ohio, EUA. O pai, Samuel Edison, canadense de origens holandesas, deita mão ao que pode: vende bugigangas, é marceneiro, carpinteiro, negociante de imóveis. A mãe, Nancy Eliot Edison, ex-professora canadense, tem a cargo sete crianças, das quais três faleceram ainda pequenas. Thomas é o mais novo, e, por isso, sua mãe lhe dedica especial atenção.
Em 1853, a família mudou-se para Port Huron, Michigan. Na escola, a única da cidadezinha, o rapaz tinha problemas. Seu professor, o padre Engle, dizia que ele "tem o bicho no corpo, que é um coça-bichinhos estúpido, que não pára de fazer perguntas e que lhe custa a aprender". Além disso, o garoto recusava-se a fazer as lições. Vão-se três meses de aulas e Thomas Edison deixa a classe. Nunca mais voltaria a freqüentar uma escola. A mãe toma a seu cargo a educação do menino e ele, por seu lado, aprende o que mais lhe interessa. Acaba por devorar todos os livros da mãe com temas sobre ciência. Monta um laboratório de química no sótão e, de vez em quando, faz tremer a casa.
Arranja, entretanto, um emprego como ardina no comboio que faz a ligação entre Port Huron e Detroit. Vende jornais, sanduíches, doces e frutas dentro dos trens. O guarda da estação local deixa-o guardar os doces e os jornais num vagão vazio. Sobrava tempo para leituras e para experiências no laboratório que, sorrateiramente, Edison havia instalado num dos vagões (certa vez, o vagão pegou fogo devido às experiências que lá empreendera). Agravam-se os problemas que tem com os ouvidos e ele fica surdo.
Aprendeu o código Morse e construiu telégrafos artesanais. Havia mais tarde de chamar "Dot" (ponto) à filha e "Dash" (traço) ao filho. Frequentava um curso e tornanava-se telegrafista na terra natal. Mas, como não dispensa a companhia dos instrumentos, provoca outro acidente e quase faz explodir o gabinete.
Oi

Nosso homenageado de hoje é uma pessoa muito especial. Sabe por que? Graças a ele eu posso hoje estar aqui blogando, através da Internet, usando a LUZ, o som, TV, etc.... Nosso homenageado deu um baita de um pontapé inicial no que chamamos de evolução. Ele inventou a LUZ ELÉTRICA e através desse invento muitos outros inventos foram desencadeados. Estamos falando de Thomas Edison - o inventor da LUZ. Deste invento originaram-se outros. Imagina um mundo sem LUZ, e por consequencia disso, sem TV, SOM, INTERNET, Geladeira. Ou pior, imagina um hospital sem luz... sua escola sem luz....que situação, né? A luz elétrica é o maior invento de todos os tempos e devemos isso a Thomas Edison. Mas a geniosidade dele não pára por aí. A luz elétrica incandescente foi apenas um dos muitos inventos deste gênio!!! Vamos conferir mais?
... a música de Chiquinha!!!
O CHORO
O Choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero musical, uma música popular e instrumental brasileira, com mais de 130 anos de existência. Os conjuntos que o executam são chamados de regionais e os músicos, compositores ou instrumentistas, são chamados de chorões. Apesar do nome, o gênero é em geral de ritmo agitado e alegre, caracterizado pelo virtuosismo e improviso dos participantes, que precisam ter muito estudo e técnica, ou pleno domínio de seu instrumento. O choro é considerado a primeira música popular urbana típica do Brasil e difícil de ser executado.
O conjunto regional é geralmente formado por um ou mais instrumentos de solo, como flauta, bandolim e cavaquinho, que executam a melodia, o cavaquinho faz o centro do ritmo e um ou mais violões e o violão de 7 cordas formam a base do conjunto, além do pandeiro como marcador de ritmo.
Surgiu provavelmente em meados de 1870, no Rio de Janeiro, e nesse início era considerado apenas uma forma abrasileirada dos músicos da época tocarem os ritmos estrangeiros, que eram populares naquele tempo, como os europeus xote, valsa e principalmente polca, além dos africanos como o lundu. O flautista Joaquim Calado é considerado um dos criadores do Choro, ou pelo menos um dos principais colaboradores para a fixação do gênero, quando incorporou ao solo de flauta, dois violões e um cavaquinho, que improvisavam livremente em torno da melodia, uma característica do Choro moderno, que recebeu forte influência dos ritmos que no início eram somente interpretados, demorando algumas décadas para ser considerado um gênero musical.
Alguns dos chorões mais conhecidos são Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha. Alguns dos choros mais famosos são
“Tico-Tico no Fubá”, de Zequinha de Abreu
“Brasileirinho”, de Waldir Azevedo
“Noites Cariocas”, de Jacob do Bandolim
“Carinhoso”, de Pixinguinha
“O violão e a flor”, de Toninho Ramos
Dentre as composições de Heitor Villa-Lobos, o ciclo dos Choros é considerado a mais significativa. O chorão mais conhecido e ativo na atualidade é o virtuoso flautista e compositor Altamiro Carrilho, que já se apresentou em mais de 40 países difundindo o gênero.

Instrumentos musicais típicos do choro brasileiro: Violão de 7 cordas, violão, bandolim, flauta, cavaquinho e pandeiro.
Até a próxima,

Confira a Letra de "LUA BRANCA"
Lua branca
(Chiquinha Gonzaga)
Ó, lua branca de fulgor e desencanto
Se é verdade que ao amor tu dás abrigo
Vem tirar dos olhos meus o pranto
Ai, vem matar essa paixão que anda . comigo
Ai, por quem és, desce do céu, ó, lua branca
Essa amargura do meu peito, ó, vem, arranca
Dá-me o luar de tua compaixão
Ó, vem, por Deus, iluminar meu coração
E quantas vezes lá no céu me aparecias
A brilhar em noite calma e constelada
E em tua luz então me surpreendias
Ajoelhado junto aos pés da minha amada
E ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo
Vinha em seus lábios me ofertar um doce beijo
Ela partiu, me abandonou assim
Ó, lua branca, por quem és, tem dó de mim

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Chiquinha conheceu João Batista Fernandes Lage, por quem se apaixonou. Na época, tinha 52 anos e João Batista 16, o que fez com que ela o adotasse como filho para viver esse grande amor. Suas filhas, Maria do Patrocínio e Alice Maria, entraram na justiça para provar que João não era filho legítimo, mas não levaram a causa adiante. Chiquinha morreu ao lado de João Batista, em 1935, quando começava Carnaval.
A necessidade de adaptar o som do piano ao gosto popular valeu a Chiquinha Gonzaga a glória de tornar-se a primeira compositora popular do Brasil. O sucesso começou em 1877, com a polca 'Atraente'. A partir da repercussão de sua primeira composição impressa, resolveu lançar-se no teatro de variedades e revista. Estreou compondo a trilha da opereta de costumes "A Corte na Roça", de [1885] Em 1911, estreia seu maior sucesso no teatro: a operetaForrobodó, que chegou a 1500 apresentações seguidas após a estreia - até hoje o maior desempenho de uma peça deste gênero no Brasil. Em1934, aos87 anos, escreveu sua última composição, a partitura da peça "Maria". Foi criadora da célebre partitura da opereta "A Jurity", de Viriato Correia.
Viaja pela Europa entre 1902 e 1910, tornando-se especialmente conhecida em Portugal, onde, escreve músicas para diversos autores. Chiquinha participou ainda, ativamente, da campanha abolicionista e da campanha republicana, e foi fundadora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Ao todo, compôs músicas para 77 peças teatrais, tendo sido autora de cerca de duas mil composições. em gêneros variados: valsas, polcas, tangos, lundus, maxixes, fados, quadrilhas, mazurcas, choros e serenatas.
Representações na cultura
Chiquinha Gonzaga já foi retratada como personagem no cinema e na televisão, dirigida por Jayme Monjardim e interpretada por Regina Duarte e Gabriela Duarte, na minissérie Chiquinha Gonzaga (1999), na TV Globo, e por Bete Mendes, no filme "Brasília 18%" (2006), dirigido por Nelson Pereira dos Santos, além de já ter sido homenageada pela escola de samba GRES Imperatriz Leopoldinense, em 1997, com o enredo Eu Sou Da Lira, Não Posso Negar.

Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga, (Rio de Janeiro, 17 de outubro de 1847 — Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 1935) foi uma compositora e pianista brasileira.
Foi a primeira chorona, primeira pianista de choro, autora da primeira marcha carnavalesca (Ô Abre Alas, 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. No Passeio Público, há uma herma em sua homenagem, obra do escultor Honório Peçanha.
Biografia
Filha de um general do Exército Imperial e de uma mãe humilde e mulata, Chiquinha Gonzaga foi educada numa família de pretensões aristocráticas (seu padrinho era o Duque de Caxias. Fez seus estudos normais com o Cônego Trindade e musicais com o Maestro Lobo. Desde cedo frequentava rodas de lundu, umbigada e outras músicas populares típicas dos escravos.
Aos 11 anos, inicia sua carreira de compositora com uma música natalina, Canção dos Pastores. Aos 16 anos, por imposição da família, casou-se com Jacinto Ribeiro do Amaral, oficial da Marinha Imperial. Não suportando a reclusão do navio onde o marido servia e as ordens para que não se envolvesse com a música, Chiquinha separou-se.
Consegue, finalmente, abandoná-lo, levando consigo o filho mais velho, João Gualberto. Após a separação, envolveu-se em 1867 com o engenheiro João Batista, mas acaba por não aceitar suas aventuras extraconjugais. Separa-se e passa a viver como musicista independente, tocando piano em lojas de instrumentos musicais. Deu aulas de piano para sustentar o filho e obteve grande sucesso, tornando-se também compositora de polcas, valsas, tangos e cançonetas. Ao mesmo tempo, uniu-se a um grupo de músicos de choro, que incluía ainda o compositor Joaquim Antônio da Silva Calado, apresentando-se em festas.

Livros
À Margem da História... Porto, Livr. Chardron, de Lello & Irmão, 1909. il. Edição póstuma.
____ 2. ed. Porto, Livr. Chardron, de Lello & Irmão, 1913. il.
____ 3. ed. Porto, Livr. Chardron, de Lello & Irmão, 1922.
____ 4. ed. Porta, Livr. Chardron, de Lello & Irmão, 1926.
____ 5. ed. Porto, Lello & Irmão, 1941.
____ 6. ed. Porto, Lello & Irmão, 1946.
____ Introd. Nota editorial, cotejo e estabelecimento de texto pelo prof. Rolando Morel Pinto. São Paulo, Cultrix; Brasília, INL, 1975.
Caderneta de Campo. Introd., notas e coment. por Olímpio de Souza Andrade. São Paulo, Cultrix; Brasília, INL, 1975. il.
Canudos (Diário de Uma Expedição). Introd. de Gilberto Freire. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1939. il. (Coleção Documentos Brasileiros, 16).
____ Ilustração de Poty. Rio de Janeiro, Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil, 1956. il. Folhas soltas em caixa. Composto à mão e impresso em prelos manuais. Inclui a 1ª. Parte da edição de 1939.
____ Organização de Walnice Nogueira Galvão. Rio de Janeiro. Companhia das Letras, Minc/Fundação Biblioteca Nacional, 2000.
Canudos e Inéditos. Introd. Geral, seleção cronológica e apresentações finais de Olímpio de Souza Andrade. Estabelecimento do texto a cargo de Dermal de Camargo Monfrê. São Paulo, Melhoramentos , 1967.(Panorama da Literatura Brasileira).
Castro Alves e Seu Tempo. Discurso proferido no Centro Acadêmico Onze de Agosto, de São Paulo. Rio de Janeiro, Impr. Nacional, 1907.
____ [São Paulo], Grêmio Euclides da Cunha, [19--]. il. (Biblioteca Euclideana, 1).
Contrastes e Confrontos. Pref. De José Pereira de Sampaio (Bruno). Porto, Empr. Literária e Tipográfica, 1907.
____ 9. ed., com pref. de José Sampaio (Bruno), estudo critico do Dr. Araripe Junior e uma noticia biográfica de João Luso. Porto, Lello & Irmão, [19--].
____ Introd. de Olímpio de Souza Andrade. Cotejo e estabelecimento de texto pelo prof. Rolando Morel Pinto. São Paulo, Cultrix, Brasília, INL, 1975.
La Cuestión de Limites Entre Bolívia y el Peru. [Peru Versus Bolívia]. [Trad.] Buenos Aires, Compañía Sul-Americana de Billetes de Branco, 1908.
Um Paraíso Perdido; reunião de ensaios amazônicos, com seleção e coordenação de Hildon Rocha; introd. de Arthur Cezar Ferreira Reis. Petrópolis, Vozes, 1976. (Coleção Dimensões do Brasil, 1).
Peru Versus Bolívia. Rio de Janeiro, Tip. do Jornal do Commercio, 1907. il.
____ Com 2 mapas e um estudo de Oliveira Lima. 2. ed. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1939. il. (Documentos Brasileiros, 17).
____ Introd., cotejo e estabelecimento do texto pelo prof. Rolando Morel Pinto. São Paulo, Cultrix; Brasília, INL, 1975.
____ Com 2 mapas e um estudo de Oliveira Lima. 3. ed. Rio de Janeiro, Record, [1975?]. il.
O Rio Purus [ Pref. De Leandro Tocantins]. Rio de Janeiro, SPVEA, 1960. il. (Coleção Pedro Teixeira, 3). Reedição, sem os anexos do Relatório da Comissão Mista Brasileiro-Peruana de Reconhecimento do Alto Purus, editado em 1906.
BIOGRAFIA
Euclides Rodrigues da Cunha nasceu em Cantagalo, 20 de janeiro de 1866. Foi escritor, sociólogo, repórter jornalístico, historiador e engenheiro brasileiro. Órfão de mãe desde os três anos de idade, foi educado pelas tias. Freqüentou conceituados colégios fluminenses e, quando precisou prosseguir seus estudos, ingressou na Escola Politécnica e, um ano depois, na Escola Militar da Praia Vermelha.
Cadete republicano
Contagiado pelo ardor republicano dos cadetes e de Benjamin Constant, professor da Escola Militar, atirou durante revista às tropas sua espada aos pés do Ministro da Guerra Tomás Coelho. Euclides foi submetido ao Conselho de Disciplina e, em 1888, saiu do Exército. Participou ativamente da propaganda republicana no jornal O Estado de S. Paulo.
Proclamada a República, foi reintegrado ao Exército com promoção. Ingressou na Escola Superior de Guerra e conseguiu ser primeiro-tenente e bacharel em Matemáticas, Ciências Físicas e Naturais.
Euclides casou-se com Ana Emília Ribeiro, filha do major Frederico Solon de Sampaio Ribeiro, um dos líderes da República.
Ciclo de Canudos
Em 1891, deixou a Escola de Guerra e foi designado coadjuvante de ensino na Escola Militar. Em 1893, praticou na Estrada de Ferro Central do Brasil. Quando surgiu a insurreição de Canudos, em 1897, Euclides escreveu dois artigos pioneiros intitulados "A nossa Vendéia" que lhe valeram um convite d'O Estado de S. Paulo para presenciar o final do conflito. Isso porque ele considerava, como muitos republicanos à época, que o movimento de Antonio Conselheiro tinha a pretensão de restaurar a monarquia e era apoiado pelos monarquistas residentes no País e no exterior.
"Tragédia da Piedade"
Morreu em 1909. Ao saber que sua esposa, mais conhecida como Ana de Assis, o abandonara pelo jovem tenente Dilermando de Assis, que aparentemente já tinha sido ou era seu amante há tempos - e a quem Euclides atribuía a paternidade de um dos filhos de Ana, "a espiga de milho no meio do cafezal" (querendo dizer que era o único louro numa família de tez morena) -, saiu armado na direção da casa do militar, disposto a matar ou morrer. Dilermando era campeão de tiro e matou-o. Tudo indica que o matou lealmente, tanto que foi absolvido na Justiça Militar. Ana casou-se com ele.
O corpo de Euclides foi examinado pelo médico e escritor Afrânio Peixoto, que também assinou o laudo e viria mais tarde a ocupar a sua cadeira na Academia Brasileira de Letras.
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